Breve roteiro de preparação para uma boa Confissão/ Reconciliação.

O sacramento da penitência é a volta a Deus. Quase todos os dias, caímos e levantamo-nos. Pequenas quedas e grandes tombos. Ninguém quer ficar no chão. Pisamos em falso, porque não enxergamos bem os passos e o caminho de Jesus. Erramos de caminho. Atrapalhamos a caminhada uns dos outros. Mas o Nosso Bom Deus sempre nos dá a mão, a fim de que nos deixemos conduzir no caminho d’Ele, que é o caminho da irmandade. Aqueles que se aproximam do sacramento da confissão/reconciliação obtêm da misericórdia divina o perdão da ofensa feita a Deus e, ao mesmo tempo, são reconciliados com a Igreja que feriram, pecando contra ela; e esta colaborará para a conversão desses com caridade, exemplo e oração. O sacramento da confissão foi instituído pelo próprio Jesus Cristo, com o qual o sacerdote perdoa os pecados cometidos depois do batismo

O sacramento da Reconciliação é um sacramento de cura.

Quando me confesso é para me curar, para curar a minha alma, o meu coração e algo de mal que cometi”. Explica o Papa Francisco que “o perdão dos nossos pecados não é algo que possamos dar a nós mesmos. Eu não posso dizer: perdoo os meus pecados. O perdão é pedido a outra pessoa e na Confissão pedimos o perdão a Jesus. O perdão não é fruto dos nossos esforços, mas uma dádiva, é um dom do Espírito Santo”.

E para viver bem o tempo da quaresma, que antecede a Páscoa do Senhor, você não pode deixar de procurar a misericórdia divina, o sacramento que o próprio Cristo instituiu para perdoar os nossos pecados: a Confissão.

É complicado confessar-se?

Não, não é! No Catecismo, a Igreja propõe-nos quatro passos para uma boa confissão:

Preparação para a Confissão :

1.Exame de consciência – Após chegar na Igreja, procure um local próximo do Santíssimo Sacramento e inicie sua oração pessoal. Fique uns minutos em oração silenciosa

A.(sugestão) Colocai, Senhor, o vosso Espírito no meio de nós, para que, lavando-nos nas águas da penitência, nos transforme para vós em sacrifício vivo. Vivendo pelo mesmo Espírito, possamos vos louvar por toda a parte e proclamar a vossa misericórdia. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

B. Procure se confessar antes de participar da Santa Missa, para que possa receber o sacramento da eucaristia plenamente reconciliado com Deus. Em caso de impossibilidade extrema de confessar-se antes da Santa Missa pedir ao Sacerdote a autorização para comungar e realize um exame de consciência detalhado em seu coração e em sua mente.

Quando for se confessar se dirija para sacerdote presente. Talvez tenha uma fila, permaneça em oração, não converse! Enquanto espera, que tal repassar um breve Exame de Consciência?

Reflita como tem agido, procure ser verdadeiro consigo mesmo:
Em relação a Deus e à Igreja: Amo a Deus de todo coração? Rezo todos os dias? Busquei a outras religiões? Procuro sempre honrar a Deus com palavras e ações? Faltei com o respeito para com Deus, Nossa Senhora e os Santos. Participo com atenção da Santa Missa todos os domingos? Rezo pelo Papa, Bispos, Padres e Diáconos? Ajudo minha comunidade?
Em relação ao próximo: Amo com atitudes e palavras os meus pais, o meu cônjuge e meus filhos? Falo de Deus para eles? Procuro rezar em família? Rezo por eles? No meu trabalho sou um sinal do amor de Deus? Procurei amar a todas as pessoas ou guardei raiva ou outros sentimentos ruins em relação a alguém? Desejei a morte de alguém? Fiz ou fui favorável ao aborto? Falei mal de alguém? Respeito o corpo dos outros como morada de Deus ou alimentei sentimentos ou atitudes imodestas? Provoquei sentimentos ruins em alguém? Respeito as coisas dos outros e os bens públicos? Zelo pela natureza?
Em relação a mim mesmo: Lutei pela minha própria santificação? Deixei-me levar por sentimentos de orgulho, vaidade, sensualidade? Reconheço meu corpo como morada de Deus, ou entreguei-me a prazeres errados? Se sou casado, procuro viver o matrimônio como Deus deseja, e não nos moldes do mundo? Cuido da minha saúde? Esforcei-me por arrancar o meu defeito dominante? Recorri a Deus para que aumente em mim todas as virtudes e, especialmente, a fé, a esperança.
(Para melhor se preparar https://opusdei.org/pt-pt/article/exame-de-consciencia-para-a-confissao-adultos/ )
2) Contrição (ou arrependimento), que inclui o propósito de não voltar a pecar; é uma dor da alma e uma rejeição dos nossos pecados, que inclui a resolução de não voltar a pecar. É importante compreender que agimos mal, ter desejos de melhorar como cristãos e fazer o propósito de não voltar a cometer essas faltas.

3) Confissão; Uma boa confissão é dizer os pecados ao sacerdote de forma clara, concreta, concisa e completa e lembre-se que o sacerdote está ali como o próprio Cristo- (Cristo pode perdoar os pecados. Por autorização de Deus Pai . Jesus comunicou este poder aos Apóstolos e por eles aos sucessores dos Apóstolos: pois a Igreja é uma sociedade “que deve durar até o fim do mundo” (Mt 28,20)) e representando a Igreja, e diga com humildade, clareza e brevidade todos os seus pecados. Nessa narrativa não se justifique e nem conte a história de acontecimentos passados que estimularam …
Seja direto.
Talvez o sacerdote precise perguntar algo, para poder aconselhar melhor, responda com simplicidade e paz.
Para acusação dos pecados, feita diante do sacerdote, a partir do exame de consciência e do assumir de seus arrependimentos, sugere-se a regra dos 4C :

  1. Ser Claro: indicar qual foi a falta específica, sem acrescentar desculpas.
  2. Ser Concreto: referir o ato ou pensamento preciso, não usar frases genéricas.
  3. Ser Conciso: evitar dar explicações ou descrições desnecessárias.
    1. Ser Completo: sem calar nenhum pecado grave, vencendo a vergonha.

4) Satisfação (ou cumprir a penitência). O sacerdote indica uma penitência para reparar o dano causado.
A satisfação consiste no cumprimento de certos atos de reconciliação (orações, algum ato de reparação etc.), que o confessor indica ao penitente para reparar o dano causado pelo pecado.

“Queridos amigos, celebrar o Sacramento da Reconciliação significa ser envolvido em um abraço caloroso: é o abraço da infinita misericórdia do Pai. Recordemos aquela bela, bela parábola do filho que foi embora de sua casa com o seu dinheiro da herança; gastou todo o dinheiro e depois quando não tinha mais nada decidiu voltar pra casa, não como filho, mas como servo. Tanta culpa tinha em seu coração e tanta vergonha. A surpresa foi que quando começou a falar, a pedir perdão, o pai não o deixou falar, abraçou-o, beijou-o e fez festa. Mas eu vos digo: toda vez que nós nos confessamos, Deus nos abraça, Deus faz festa! Vamos adiante neste caminho. Que Deus vos abençoe!” (Papa Francisco, 19/02/2014)”

(Fontes; https://www.presbiteros.org.br/roteiro-para-preparacao-para-o-sacramento-da-confissao/?fbclid=IwAR0JuS-ONdlcnAvOpGbEhe1HxHwkRJ8e4PaLTJjf349Cyc-czOGiqTRQHbw
e
https://opusdei.org/pt-pt/article/guia-breve-confissao/?fbclid=IwAR1mxzW9gG855dKJ0i0oKuNhW4NU3dZH0upaflkUktNLAG8L3YWudFz8a10 )